Como nosso modo de consumir vai contribuir em preservar a floresta amazônica


Quais são as escolhas a valorisar num projeto de Design e Arquitetura que fazem a diferência no combate ao desmatamento.


A nossa consomação de madeira tem que ser reconsiderada. A maior parte da produção madeireira da Amazônia, segundo o IMAZON – Fatos Florestais – 2005, é consumida no Brasil – cerca de 64% de toda a madeira produzida na Amazônia é consumida por brasileiros. O Estado de São Paulo é o maior consumidor, respondendo por 15% do consumo nacional, sendo que, dentre os principais setores consumidores, destaca-se a indústria moveleira e a construção civil. Destaca-se o consumo amplo da madeira ilegal pelo mercado brasileiro . ” Estimativas indicam que entre 43% e 80% da produção madeireira da região amazônica seja ilegal, advinda de áreas desmatadas ou exploradas de forma predatória e insustentável. Em média, 75% dessa produção é destinada ao mercado interno. Assim, há uma grande chance de que todas ou grande parte das empresas que usam madeira da região amazônica estejam involuntariamente utilizando madeira de origem ilegal ou predatória.”(1)
Sim, nossas escolhas de consumidor em produtos de Design e Arquitetura ditam esse cenário, e sim o consumidor tem o poder de mudar a situação.

Na elaboração do projeto de design ou arquitetura:
– Procurar a otimização do uso da materia prima no projeto.
– Antepor madeira não tradicional, e a mais adequada em relação á destinação e resistência necessária. Essa escolha é primordial para o Manejo Sustentável da floresta, ainda mais num país tropical onde existe uma diversidade muito grande de madeira. (ver lista reproduizida abaixo). Desta forma agregando valor econômico a espécies pouco conhecidas. Atualmente a oferta de matéria-prima centraliza-se principalmente em poucas espécies, exercendo uma pressão muito grande sobre as florestas nativas.
– O reúso de peças no novo projeto é também uma possibilidade, o que pode significar economia de dinheiro e matéria-prima.
– Na aquisição:
a) Adquirir madeira somente de empresas que possam comprovar a origem da mesma através de um plano de manejo aprovado pelo IBAMA, com a apresentação de nota fiscal e Documento de Origem Florestal – DOF;
b) Outra opção é adquirir madeira de origem comprovada através de Certificação Florestal.
Entre outros os mais avançados são o FSC e o SIM do WWF-Brasil ( contato abaixo ).

Na Arquitetura:
– Na escolha da madeira: É fundamental o uso da madeira certa no lugar certo. Bastante especificadores de madeira vem a usar madeira consideradas tradicional em locais não apropriados (Reproduizimos abaixo uma lista de madeira publicada no Manual de uso sustentável).
– No piso: Quando for usado piso de madeira, prefirir tipos não tradicionais, sempre prefirir a colocação de piso removavél e não colado. Permitindo a prolongação da vida da madeira quando desmontado, assim que o uso pleno das caracterisitcas da madeira.
Mais informação no postOs diferentes tipos de piso de madeira
– Na obra: O consumo da madeira amazônica pela construção civil no estado de São Paulo é de 33% para andaimes e formas de concretos, ou sejá temporarios e descartados (2). Portanto é necessário valorisar o uso de formas reutilizaveis na concretagem, de andaimes metálicos, de fechamento de canteiro reutilizaveis, assim que a implantação de um program de descarte de residuo de madeira.
Mais informação no postPara um canteiro verde

 

(1): Manual do uso Sustentável na Construção Civil, p.16 , 2009, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S. A
http://www.ipt.br/centros_tecnologicos/CT-FLORESTA/livros/3 madeira:_uso_sustentável_na_construcao_civil.htm
(2): O primeiro poste é para estrutura de coberturas na altura de 50%, 13% para pisos, forros e esquadrias, 4% casas prefabricadas.)


  • Saber mais:
    Caso desejar receber listas completas e mais detalhada, elaborada pelo Atelier, favor solicitar por e-mail: bam@atelierbam.com
    Manual do uso Sustentável na Construção Civil, publicação disponível nos sítios:
    http://www.ipt.br
    http://www.prefeitura.sp.gov.br/svma
    http://www.sindusconsp.com.br
  • Lista resumida de madeira em função de algumas destinação:
    1/ construção civil pesada (tipo estrutura principal):
    Angelim-pedra, Angelim-vermelho, Angico-preto, Angico-vermelho, Bacuri, Bacuri-de-anta, Cupiúba, Eucalipto, Faveira-amargosa, Garapa, Goiabão, Itaúba, Jarana, Maçaranduba, Muiracatiara, Pau-amarelo, Pau-mulato, Rosadinho, Pau-roxo, Sapucaia, Tanibuca, Tatajuba, Timborana, Uxi.
    2/ construção civil leve externa e interna (ripas caibros em estrutura):
    Angelim-pedra, Bacuri, Bacuri-de-anta, Cambará, Canafíscula, Cedrinho, Eucalipto, Garapa, Jacareúba, Louro-canela, Louro-vermelho, Marinheiro, Pau-jacaré, Quaruba, Rosadinho, Tatajuba, Tauari, Taxi.
    3/ Construção civil leve em esquadrias:
    Angelim-pedra, Bacuri, Cedrinho, Cedro, Freijó, Garapa, Louro-canela, Louro-vermelho, Marinheiro, Marupá, Pau-amarelo, Tauari, Taxi.
  • Lista de madeira disponível em abundançia no mercado (alguns com descrição):
    Amescla: madeira leve e macia de cor rosa. 
    Angelim-pedra: madeira de densidade média e dura, de cor marrão.
    Angelim-vermelho: madeira pesada e dura, de cor marrão.
    Cambará , Cedrinho, Cedrorana, Cupiúba, Curupixá,
    Eucalipto-citriodora: pesada, dura e cor marrão,
    Eucalipto-grandis,
    Fava-orelha-de-negro: pesada, dura e cor marrão,
    Garapa: pesada, dura, originalement esta numa cor amarelo-ouro. Quando oxida vira uma bela cor âmbar,
    Goiabão, Itaúba, Pinus-eliote, Piquiarana, Quaruba , Sucupira, Tauari.
  • Program de Certificação no Brasil:
    – Sistema de Certificação Florestal Brasileiro do INMETRO (CERFLOR) www.sbs.org.br
    – SIM do WWF-Brasil www.wwf.org.br/sim.
    – Sistema do FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) www.fsc.org.br
    – Rede Global de Floresta e Comércio (GFTN, Global Forest & Trade Network em inglês). A GFTN é resultado de uma parceria que reúne um consórcio de organizações não-governamentais lideradas pela rede WWF, empresas e comunidades. www.wwf.org.br/sim.
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