A Piscina Natural, o banho ecológico e saudável

A Piscina Natural é uma solução para quem é sensível aos problemas ambientais e de saúde causados pelo nosso modo de vida atual. É uma excelente alternativa de tratamento de água sem químicos, ótimo para pessoas sujeitas a alergias.

Muito comun na Europa, essa solução é perfeitamente adaptável ao clima brasileiro (apesar de que algumas empresas que concorrem com a solução alegarem ser impossível), podendo até permitir uma água cristalina, porém para sua instalação correta é necessário experiência e ajuda de profissional do ramo para garantir o resultado. Algumas empresas européias auxiliam clientes brasileiros a tornar esse sonho em realidade.


 

 

 

O que é a piscina natural?

A piscina natural oferece uma nova proposta para nadar em água fresca que não foi tratada com substâncias químicas. Elas se integram muito bem no paisagismo do jardim, com arquitetura tradicional e até mais contemporâneas, proporciona uma água delicada para os olhos e a pele, e melhora o ecossistema do jardim.

Trata-se de um sistema de filtração por fitorremediação ou seja, por planta, filme biológico e filtros.
Não necessita de peixe para limpar, nem filtros caríssimos para funcionar, necessita simplesmente de manutenção regular como um jardim comum, e de conselhos de profissionais experientes.
As plantas e filtros podem ser integrados à piscina, criando uma verdadeira continuidade e integração com o paisagismo, ou então, podem ser instalados afastados, separando claramente plantas da bacia de nado.

Alguns guias podem ajudar você a construir essa piscina, porém considerando que o correto dimensionamento e escolhe do sistema de filtração permite evitar 60% dos problemas, aconselhamos contatar um profissional qualificado para essa obra.

Para os corrajosos, podemos recomendar os livros de Michael Littlewood “A guide to building Natural Swimming Pools”, que oferece uma abordagem simples e ilustrada do conceito de piscina natural, assim como desenhos técnicos do sistema.
Literatura mais  técnica se encontra no excelente livro de Wolfram Kircher and Andreas Thon “How to build a Natural Swimming Pool”. Com uma pegada mais científica, ele explica que no processo de design deve integrado uma soma de conhecimento técnico e prático para controlar melhor e atingir a qualidade de água desejada.

 

Os 3 tipos de filtragem para a piscina natural

O nível trófico define a quantidade de nutrientes presentes na água. O princípio da piscina natural é ter baixos níveis tróficos, já que algas se alimentam sobretudo de nutrientes presentes na água. Comumente, a grande maioria das piscinas naturais procura limitar a quantidade de fósforo para reduzir o nivel trófico.

Existem 3 tipos de filtragem para piscina natural: sistema hidrobotânico, wetlands técnicos e filtros de substrato acumuladores de biofilme. Como cada um contribui de uma forma diferente do outro, o ideal é compor a piscina com a combinação de 2 sistemas. Tudo dependerá do local, da qualidade da água que vai preencher a piscina, da área da piscina e sua profundiade, da área disponível, do clima, da orientação solar e do nível de cristalinidade que o usuário deseja.

1- Filtração por Sistema Hidrobotânico

Consiste numa área de regeneração densamente ocupada por hidrófitas ou helofitas. É uma ótima alternativa para eliminar de 30% a 40% do fósforo dissolvido, porém elimina apenas 10% de germes patogênicos. Para piscinas privadas, é uma alternativa muito interessante. Recomenda-se 80cm de profundidade para hidrófitas e entre 20cm e 40cm para helofitas.

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PiscinaNatural_Projeto_TecnicaTratamento(3)2- Filtração por Wetlands Técnicos

Baseado no sistema de tratamento de esgoto, as areas de wetlands técnicos são substratos plantados que funcionam como um sistema de filtro. Podem ser verticais ou horizontais. A purificação se dá na combinação de substratos e raízes das plantas. É uma boa solução para piscinas públicas, mas também podem ser empregadas em piscinas privadas. É importante controlar a velocidade da água que entra e sai do sistema para que a purificação tenha o tempo de ocorrer. Pode chegar a eliminar de 85-95% de Escherichia coli, porém é menos eficiente para o extinguir o fósforo (cerca de 20%).

 

3- Filtros de Substrato Acumuladores de Biofilme

É o método mais utilizado por construtores de piscinas naturais. Eles possuem suas próprias camas de filtros e conseguem reduzir muito bem a quantidade de fósforo. Resumidamente, é um filtro composto de cascalhos de diversos tamanhos, nele o biofilme vai se desenvolver e capturar grande parte do fósforo presente na água. A profundidade do filtro deve ser de ao menos 1m. A água deve ter uma velocidade correta para passar pelo filtro, idealmente é um ciclo que ininterrupto.

Todos os sistemas podem ser encrementado por outros tratamentos (Zeólitos, carbono ativado etc). É importante informar que o tratamento de água por Ozônio, apesar de deixar a água cristalina, acaba eliminando também componentes presentes na água que são benéficos para o nosso organismo, então não se encaixa no princípio da piscina natural. Mergulhar numa piscina natural é uma experiência terapêutica.

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Bibliografia

Wolfram Kircher and Andreas Thon “How to build a Natural Swimming Pool”
Michael Littlewood “A guide to building Natural Swimming Pools”
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